
quarta-feira, 28 de maio de 2008
O que é desenvolvimento sustentável?
A definição mais aceita para desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.
Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental.O que é preciso fazer para alcançar o desenvolvimento sustentável?Para ser alcançado, o desenvolvimento sustentável depende de planejamento e do reconhecimento de que os recursos naturais são finitos. Esse conceito representou uma nova forma de desenvolvimento econômico, que leva em conta o meio ambiente.Muitas vezes, desenvolvimento é confundido com crescimento econômico, que depende do consumo crescente de energia e recursos naturais. Esse tipo de desenvolvimento tende a ser insustentável, pois leva ao esgotamento dos recursos naturais dos quais a humanidade depende. Atividades econômicas podem ser encorajadas em detrimento da base de recursos naturais dos países. Desses recursos depende não só a existência humana e a diversidade biológica, como o próprio crescimento econômico. O desenvolvimento sustentável sugere, de fato, qualidade em vez de quantidade, com a redução do uso de matérias-primas e produtos e o aumento da reutilização e da reciclagem.
Os modelos de desenvolvimento dos países industrializados devem ser seguidos?
O desenvolvimento econômico é vital para os países mais pobres, mas o caminho a seguir não pode ser o mesmo adotado pelos países industrializados. Mesmo porque não seria possível. Caso as sociedades do Hemisfério Sul copiassem os padrões das sociedades do Norte, a quantidade de combustíveis fósseis consumida atualmente aumentaria 10 vezes e a de recursos minerais, 200 vezes. Ao invés de aumentar os níveis de consumo dos países em desenvolvimento, é preciso reduzir os níveis observados nos países industrializados.
Os crescimentos econômico e populacional das últimas décadas têm sido marcados por disparidades. Embora os países do Hemisfério Norte possuam apenas um quinto da população do planeta, eles detêm quatro quintos dos rendimentos mundiais e consomem 70% da energia, 75% dos metais e 85% da produção de madeira mundial.
Conta-se que Mahatma Gandhi, ao ser perguntado se, depois da independência, a Índia perseguiria o estilo de vida britânico, teria respondido: "...a Grã-Bretanha precisou de metade dos recursos do planeta para alcançar sua prosperidade; quantos planetas não seriam necessários para que um país como a Índia alcançasse o mesmo patamar?"
A sabedoria de Gandhi indicava que os modelos de desenvolvimento precisam mudar. Os estilos de vida das nações ricas e a economia mundial devem ser reestruturados para levar em consideração o meio ambiente.
Texto buscado por Jéssica
Agricultura Sustentável
A agricultura tradicional é definida pelo conjunto de técnicas de cultivo que vem sendo utilizadas há vários séculos por comunidades camponesas ou indígenas. Fundamenta-se na utilização de recursos naturais e de mão-de-obra direta. Historicamente tem sido praticada em pequenas propriedades e destina-se, basicamente, à própria subsistência da comunidade, produzindo uma grande variedade de produtos.A partir do final da Segunda Guerra Mundial teve início o declínio desses procedimentos tradicionais de cultivo. Na década de 1960, começou a ser implantada uma nova agricultura, denominada de agricultura moderna, caracterizada pelo uso intensivo de insumos externos, utilização de máquinas pesadas, manejo inadequado do solo, uso de adubação química e pesticidas.
Esse tipo de agricultura, praticada atualmente, também é conhecido por agricultura moderna, convencional, química ou de consumo. Essa agricultura, que teve origem nas modificações técnicas da produção agrícola, a chamada modernização do processo de cultivo, apresenta como primeira conseqüência o consumo exagerado de insumos externos, gerados fora da propriedade ou da região, que, geralmente, são caros e causam a dependência financeira, tecnológica e biológica do produtor. Da mesma forma, a aplicação não é de conhecimento e controle do produtor, de onde vem a dependência tecnológica e, junto com ela, a biológica, no que se refere à manipulação genética e uso de microorganismos.
As sementes tradicionais, selecionadas e utilizadas pelos camponeses ano após ano, estão se perdendo. Hoje, existe apenas uma pequena variedade de plantas para obter a mesma produção a cada safra. Em geral, o produtor não consegue mais utilizar a mesma semente, tem que adquirir outras variedades e usar novos insumos. É o que acontece com a semente híbrida, que exemplifica a típica ideologia da agricultura moderna: o consumo permanente.
Na agricultura moderna, todos os dejetos, efluentes ou resíduos tornam-se lixo que é depositado na natureza, causando impacto ambiental. Esta maneira de pensar consumista é uma concepção muito nova, moderna, destruidora, não-regenerativa que reflete a falta de harmonia entre homem e ambiente e a despreocupação com o todo. O mesmo acontece nas cidades, o que significa que o homem polui a si mesmo. A utilização de máquinas pesadas também faz parte da ideologia da agricultura moderna. No entanto, estas máquinas são caras e exigem financiamentos que causam o endividamento do produtor agrícola. Outro inconveniente do uso de máquinas pesadas é o grande impacto na estrutura do solo e o afastamento do agricultor da terra.
A desestruturação do solo causa a pulverização e compactação da terra. O afastamento do agricultor da terra faz com que se perca o contato com a mesma, o diálogo com a natureza e a observação das plantas e animais. Além disto, também possui conseqüências sociais, como a migração do colono para as cidades por causa de financiamentos que acabam comprometendo a propriedade.
O manejo inadequado e o uso intensivo do solo também provocam desestruturação. Na camada mais superficial, o solo fica desintegrado, pulverizado. Na camada mais profunda, o solo fica compactado pelo uso sistemático de máquinas pesadas. Com o tempo, forma-se uma camada dura e compactada embaixo da terra e uma camada fofa e pulverizada em cima, que, teoricamente, seria o ideal para receber a semente. No entanto, essas condições, aliadas à chuva, causam o deslocamento do solo, também chamado de perda de solo anual, a dificuldade de penetração e fixação das culturas, a dificuldade de trocas químicas, de absorção de água e oxigênio e a intoxicação ou eliminação total da microvida. Esse é o custo ambiental da agricultura moderna e do manejo inadequado do solo.
A adubação química pesada, de alto custo, causa o desequilíbrio fisiológico da planta, o desequilíbrio ecológico do solo e a dependência do agricultor. As plantas possuem um mecanismo de resistência a "pragas" - o termo correto seria "insetos com fome" (Teoria da Trofobiose, de Francis Chaubossou) - que se baseia em seu equilíbrio fisiológico.As plantas equilibradas não são boas hospedeiras ou bons alimentos para bactérias, fungos, vírus, insetos, nematóides, ácaros. Isso ocorre porque essas plantas apresentam em sua seiva proteínas complexas que não podem ser desdobradas por esses organismos pela falta de enzimas necessárias para promover a quebra das cadeias de proteínas. Já as plantas desequilibradas por estresse, por aplicação de produtos químicos, por variações de clima, por inadequação da espécie à região, são bons alimentos, pois possuem menor capacidade de metabolização dos aminoácidos livres para transformá-los em proteínas complexas. Dessa forma, o inseto dito "praga" tem condições de evoluir, já que os aminoácidos livres são alimento para ele.
O desequilíbrio biológico do solo, causado pela utilização de produtos químicos, afeta microorganismos responsáveis pela disponibilidade de nutrientes importantes para a planta que não consegue absorvê-los através de suas raízes. Dessa forma, não
existe a colaboração de microorganismos do solo para processamento da matéria orgânica. Essa microvida está sendo sistematicamente eliminada. Além disso, quando o agricultor trabalha constantemente com adubação química, cria a necessidade cada vez maior de utilização de nutrientes químicos, ocorrendo sua dependência econômica e cultural.
O uso freqüente e intensivo de biocidas (herbicidas, inseticidas, acaricidas, nematicidas, fungicidas) é uma prática de conseqüências bastante graves. Os adeptos da agricultura moderna não gostam desse termo, mas, na verdade, biocidas são produtos que matam a vida. Alguns matam ervas, insetos, ácaros, mas se o homem entra em contato com estes produtos também acaba morrendo ou tendo doenças como câncer e degenerações genéticas. O que fica bem caracterizado dentro do modelo de agricultura moderna é a dependência tecnológica e cultural. A cultura agrícola camponesa, tradicional, vai se perdendo com o tempo, principalmente com o desrespeito ao agricultor e a supervalorização do técnico-cientista, que impõe técnicas importadas, desconhecidas pelo agricultor, assim como acontece com os insumos.
A destruição de alimentos, o consumo exagerado, a insustentabilidade a longo prazo e o balanço energético negativo também são características próprias da agricultura moderna. Dentro das estruturas de transformação de alimentos, a perda e a
ineficiência do processo são muito grandes. A destruição de alimentos pode ser observada através das questões de mercado, da estocagem, do transporte e da comercialização.
A agricultura moderna, extremamente consumista, não fecha ciclos, não tem a preocupação de reciclar, regenerar, fazer com que o produto retorne para a fonte. Isso é observado nos lixões das cidades. O material orgânico não retorna para a
agricultura em forma de adubo e o material mineral - latas, vidros - não retorna para a produção. Tudo é consumido ou descartado. O não fechamento de ciclos tem um balanço energético negativo. A sociedade moderna consome mais do que produz e isto tem reflexos na insustentabilidade da agricultura moderna. Considerando-se a história da humanidade, este novo modelo de agricultura está em prática há um período muito curto. No entanto, já mostra seu colapso. Deve-se perceber este colapso e encontrar caminhos. Um deles é retomar a agricultura tradicional do camponês, conhecer fundamentos e práticas agrícolas já esquecidas e buscar alternativas sustentáveis para a agricultura.
Como alternativa à agricultura moderna amplamente praticada atualmente, a agricultura ecológica começa a se estender no mundo e no Brasil através de diversas correntes que se diferenciam em alguns pontos, mas possuem princípios comuns. Estas
tendências têm origem e precursores diferentes, recebem denominações específicas - Orgânica, Biodinâmica, Natural, Permacultura, Alternativa, Nasseriana -, mas possuem o mesmo objetivo: promover mudanças tecnológicas e filosóficas na agricultura.
Acauã e Guaribas concluem planos de desenvolvimento local
Sousa argumentou que aceitou participar desse trabalho porque estava consciente da sua importância. "Foi um trabalho todo planejado para ser desenvolvido junto aos municípios. Foi feito com o máximo de seriedade, durante dois meses, com os técnicos aqui no município de Acauã trabalhando junto com a comunidade, com a população e as organizações sociais", destacou.
A partir do Plano, foi elaborada uma agenda de proposições para negociar recursos com o Governo do Estado. Uma das prioridades apresentadas pelo município diz respeito à agricultura familiar e criação de pequenos animais, dentro do eixo de produção econômica.
"Nós, do Programa Fome Zero, juntamente com a Embrapa, Secretaria de Desenvolvimento Rural, Emater, PCPR e outros parceiros, estamos já há alguns dias trabalhando para apresentar ao Ministério de Segurança Alimentar e Combate à Fome um projeto nessa área", enfatizou a coordenadora do Programa Fome Zero. Ela lembrou que também apresentou projeto idêntico ao Ministério de Desenvolvimento Agrário para realizar o mais rápido a criação de pequenos animais em Acauã, a começar com galinha caipira.
Dentre os resultados positivos, Sousa destacou o processo de organização do povo. O Plano de Desenvolvimento Sustentado tem sua execução a cargo do poder público, mas também com a participação da sociedade civil.
Quanto aos indicadores sociais, ela revelou que se verifica alguma melhora no índice de alfabetização, na medida em que, somente em Acauã, está sendo concluído o processo de alfabetização de 480 adultos e jovens. Em Guaribas, os resultados também são satisfatórios nessa área. Ela considera um indicador muito importante porque a educação do povo é extremamente fundamental para a melhoria da qualidade de vida. Outra atividade relevante é a feira livre, que deve ser inaugurada dentro de 30 dias, por solicitação das comunidades.
Ao concluir, a coordenadora do Programa Fome Zero enfatizou que são coisas extremamente importantes. "Estamos começando com pequenas mudanças, mas, sobretudo, contribuindo para a organização do povo", afirmou.
Guaribas
Em Guaribas, o Plano já foi concluído e aprovado pela população, com a participação de 1.500 pessoas no evento cultural. Foram, em média, 150 participantes por oficina realizada nas principais regiões do município, apresentando como diretrizes básicas: estruturação da agricultura familiar (com incremento da caprinocultura, apicultura e cajucultura); a geração de oportunidades de renda; turismo ecológico e artesanato; a estruturação e o fortalecimento da sociedade civil, para a participação nos mecanismos de gestão pública; e o associativismo. O PCPR, segundo o diretor-executivo Francisco Limma, está apoiando Acauã e Guaribas na liberação de projetos no montante de R$ 733 mil, beneficiando diretamente 1.127 famílias na melhoria do sistema de abastecimento d'água, universalização da energia e mecanização agrícola.
Texto Buscado por Ana Luiza
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Agricultura sustentável
A agricultura sustentável prossegue três objectivos principais: a conservação do meio ambiente, unidades agrícolas lucrativas, e a criação de comunidades agrícolas prósperas. Estes objectivos têm sido definidos de acordo com diversas filosofias, práticas e políticas, tanto sob o ponto de vista do agricultor como do consumidor.Refere-se, portanto, à capacidade que uma determinada unidade agrícola (ou, numa perspectiva global, o próprio planeta) tem de continuar a produzir, numa sucessão sem fim, com um mínimo de aquisições do exterior. As plantas cultivadas dependem dos sais minerais presentes no solo, na água, no ar e na luz do sol como recursos para produzir o seu próprio alimento, através da fotossíntese. Esse alimento (o amido, e não só) é também a base da alimentação humana. Quando é feita a colheita, o agricultor está a recolher aquilo que foi permitido à planta produzir com os recursos que tinha à sua disposição. Recursos esses que têm de ser repostos para que o ciclo de produção continue. Caso contrário, existe a sua exaustão e a terra torna-se estéril. Ainda que a luz do sol, o ar e a chuva estejam, praticamente, disponíveis na maior parte das localizações geográficas do planeta, os nutrientes presentes no solo são facilmente exauríveis. Resíduos das plantas cultivadas, o azoto fixado por bactérias que vivem em simbiose na raiz de algumas leguminosas, ou o estrume dos animais criados nas unidades agrícolas consideradas são alguns dos meios possíveis para repor os sais minerais necessários ao desenvolvimento de novas colheitas. O próprio trabalho agrícola, executado pelo ser humano, de forma autónoma ou com a ajuda da tracção animal deve ser contabilizado nesta perspectiva de "reciclagem" energética, já que se pode supor que estes se podem alimentar exclusivamente do que é produzido na unidade agrícola. A aquisição de produtos ou serviços exteriores à unidade agrícola, como fertilizantes para as plantas ou combustível fóssil para máquinas reduz a sustentabilidade, já que torna a comunidade dependente de recursos não-renováveis e pode incorrer em externalidade negativa. Quanto maior for a autonomia da unidade agrícola, ao não necessitar de aquisições exteriores no sentido de manter os mesmos níveis de produção, maior será o nível de sustentabilidade.
Texto Buscado por Mel Gibson
Biotecnologia
Visão de futuro: Ser um núcleo de excelência em agregação de valor aos recursos genéticos, por intermédio da geração de conhecimentos, tecnologias e produtos.
O Núcleo tem a missão de gerar alternativas biotecnológicas para os sistemas de produção, que contribuam para o crescimento sustentado da agricultura nacional e a melhoria da alimentação e saúde.
A estratégia de pesquisa e desenvolvimento está ancorada nos seguintes objetivos globais:
Desenvolvimento de soluções tecnológicas;
Estabelecimento de parcerias de base tecnológica;
Geração e proteção de conhecimentos e inovações em biotecnologia;
Transferência de conhecimentos, produtos e tecnologias.
Os objetivos específicos do Núcleo de Biotecnologia incluem:
Desenvolvimento e aplicação da tecnologia genômica, proteômica e de análise bioquímica e biofísica para a identificação de características especiais, como substâncias bioativas, gerando alternativas para a diversificação da produção e produtos de alto valor agregado;
Desenvolvimento e aplicação das tecnologias de genôma funcional, proteôma, sistemas de bioinformática e pós-genoma para a determinação da função de novos genes e seus constituintes; Introdução de genes em plantas animais e microrganismos, gerando eventos elites de interesse para a agricultura;
Caracterização dos mecanismos biológicos, associados à reprodução e desenvolvimento animal e vegetal, visando o estabelecimento de processos, produtos e inovações tecnológicas;
Desenvolvimento de tecnologias biológicas associadas à reprodução animal e vegetal, para a conservação, multiplicação e transformação genética;
Desenvolvimento de sistemas de expressão gênica em plantas, animais e microrganismos, como biofábricas moleculares, para produção de compostos de alto valor agregado;
Desenvolvimento de novas tecnologias de análise molecular para a detecção de pragas e doenças e para garantir a segurança alimentar e ambiental;
Desenvolvimento das Nanotecnologias associadas à liberação controlada de drogas e antígenos;
Estabelecimento de parcerias com as Unidades da Embrapa, Institutos de Pesquisas, Universidades e Empresas;
Formação de recursos humanos em biotecnologia por intermédio da interação com os programas de pós-graduação, iniciação científica, cursos e estágios de curta duração.
O Programa de Pesquisas do Núcleo de Biotecnologia tem como foco a exploração da variabilidade genética existente na biodiversidade, utilizando ferramentas avançadas, em uma ótica de agregação de valor, permitindo a apropriação de conhecimentos, processos e produtos.
Esta visão estratégica permite a geração de alternativas viáveis para o desenvolvimento e disponibilização de inovações tecnológicas, que auxiliem na conquista de uma liderança do País na agricultura tropical, em benefício dos diferentes segmentos do setor produtivo.A utilização efetiva da biotecnologia em favor da agropecuária é um fator essencial para a competitividade, sustentabilidade ambiental, segurança alimentar, saúde, inclusão social e soberania nacional.
Texto buscado por Mariana.
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